3 de junho de 2026



Investigado preso por suspeita de explorar e extorquir travestis já é condenado por extorsão

Foto: ilustrativa

Da Redação/Richard Silva

O homem identificado pelas iniciais R.F.S, 40 anos, preso nesta terça-feira (12), durante operação da Polícia Civil, por suspeita de explorar e extorquir travestis, já é condenado por crime de extorsão. Uma transexual de 31 anos, também foi presa na mesma operação, em uma residência na rua Josefina Mungo, no bairro Umuarama, em Araçatuba.

O homem de 40 anos foi preso durante a operação “Capitu”, na rua José Pedro dos Santos, em Araçatuba. No local, os policiais apreenderam uma motocicleta Honda Titan, registrada em nome da transexual presa no bairro Umuarama.

Contra o suspeito, constava um segundo mandado de prisão expedido pela 2ª Vara Criminal de Araçatuba, com pena de 6 anos, 2 meses e 20 dias, por crime de extorsão. A condenação ainda não transitou em julgado.

OPERAÇÃO

A Polícia Civil de Araçatuba deflagrou nesta terça-feira (12), a Operação “Capitu”, com o objetivo de coibir a exploração de prostituição e extorsão contra travestis, nos municípios de Araçatuba e Birigui. Além dos dois mandados de prisão temporária, contra o homem de 40 anos e a transexual, foram cumpridos três mandados de busca e apreensão expedidos pela Justiça.

A investigação teve início após um caso divulgado pelo Araçatuba em Foco, e registrado na Polícia Civil por uma transexual que relatou ter sido agredida com golpes de facão e roubada nas imediações de uma casa noturna, na avenida Brasília, em Araçatuba, em julho deste ano. 

Transexuais são roubadas e agredidas após serem confundidas com garotas de programa em Araçatuba

Segundo o que foi apurado, os investigados, R. F. S., 40 anos e uma transexual identificada como L. P. P. F., 31 anos, seriam responsáveis por agenciar travestis e explorar a prostituição em pontos específicos em Araçatuba, impondo o pagamento de diárias no valor de R$ 150,00 e cobrando outros valores de quem se hospedava em sua residência. As cobranças eram acompanhadas de ameaças e violência física contra quem se recusasse a pagar.

No caso que originou as investigações, a vítima e uma amiga, também transexual, foram surpreendidas pela chegada de um veículo Hyundai/HB20 branco, de onde desceu a transexual, L. P. P. F., armada com um facão, enquanto R. F. S. permanecia ao volante. A investigada exigiu dinheiro pelo “ponto” e, em seguida, subtraiu os pertences das vítimas, lesionando-as com golpes de arma branca.