3 de junho de 2026



Empresário vai ser julgado por matar funcionário em Birigui

Rafael da Silva Cardoso, foi encontrado morto em um canavial / foto: reprodução

Da Redação

O empresário Paulo César Machado será submetido a julgamento pelo Tribunal do Júri de Birigui a partir das 9h desta terça-feira (26). Ele é acusado de matar o funcionário Rafael da Silva Cardozo, em outubro de 2022, e ocultar o cadáver. A sessão será presidida pela juíza Moema Moreira Ponce Lacerda, com atuação do promotor de Justiça Rodrigo Marcondes Mazzilli.

A denúncia do Ministério Público Estadual (MP), aceita pela Justiça, sustenta que o crime ocorreu por motivo fútil, caracterizando homicídio qualificado. Conforme a acusação, Paulo César e Rafael travaram uma discussão no interior da empresa do autor sobre o uso do celular corporativo.

O MP alega que, durante a briga, o empresário aplicou um golpe de “mata-leão” na vítima e, ao não obter sucesso, utilizou uma corda para asfixiá-la. Em seguida, teria golpeado a cabeça de Rafael com um pedaço de madeira, causando morte por traumatismo cranioencefálico.

A qualificadora de “dificultar a defesa da vítima” foi incluída na denúncia. O promotor também acusa Paulo César de ocultação de cadáver. Segundo as investigações, após o crime, o empresário transportou o corpo em sua caminhonete e o enterrou parcialmente em um canavial na zona rural de Birigui.

O caso veio à tona em 4 de novembro de 2022, quando trabalhadores rurais encontraram os restos mortais às margens da rodovia Deputado Roberto Rollemberg (SP-461). Naquele mesmo dia, a companheira de Rafael, que havia registrado um boletim de ocorrência de desaparecimento horas antes, reconheceu o corpo no Instituto Médico Legal (IML) com base em tatuagens e uma peça de roupa íntima.