3 de junho de 2026



Empresário é condenado a 7 anos no semiaberto por matar funcionário em Birigui

Foto: reprodução

Da Redação/Richard Silva

O empresário Paulo César Machado, foi condenado a 7 anos de reclusão pelo assassinato do funcionário Rafael da Silva Cardozo, crime ocorrido em outubro de 2022. O julgamento foi realizado pelo Tribunal do Júri de Birigui, nesta terça-feira (26). A sessão foi presidida pela juíza Moema Moreira Ponce Lacerda, com atuação do promotor de Justiça Rodrigo Marcondes Mazzilli.

Apesar de ter sido denunciado pelo MP por homicídio duplamente qualificado por motivo fútil e por dificultar a defesa da vítima, o próprio promotor de justiça pediu o afastamento das qualificadoras. O empresário foi condenado por homicídio simples e por ocultação de cadáver. O réu foi condenado a pena de 7 anos de reclusão e 10 dias multa, no regime semiaberto.

CRIME

De acordo com a denúncia do Ministério Público Estadual (MP), o crime ocorreu por motivo fútil, caracterizando homicídio qualificado. Conforme a acusação, Paulo César e Rafael travaram uma discussão no interior da empresa do autor sobre o uso do celular corporativo.

O MP alega que, durante a briga, o empresário aplicou um golpe de “mata-leão” na vítima e, ao não obter sucesso, utilizou uma corda para asfixiá-la. Em seguida, teria golpeado a cabeça de Rafael com um pedaço de madeira, causando morte por traumatismo cranioencefálico.

A qualificadora de “dificultar a defesa da vítima” foi incluída na denúncia. O promotor também acusa Paulo César de ocultação de cadáver. Segundo as investigações, após o crime, o empresário transportou o corpo em sua caminhonete e o enterrou parcialmente em um canavial na zona rural de Birigui.

O caso veio à tona em 4 de novembro de 2022, quando trabalhadores rurais encontraram os restos mortais às margens da rodovia Deputado Roberto Rollemberg (SP-461). Naquele mesmo dia, a companheira de Rafael, que havia registrado um boletim de ocorrência de desaparecimento horas antes, reconheceu o corpo no Instituto Médico Legal (IML) com base em tatuagens e uma peça de roupa íntima.