17 de junho de 2026



Condenado a mais de 64 anos homem que matou ex-companheira durante festa de aniversário em Penápolis

Foto: reprodução

Da Redação/Richard Silva

O Tribunal do Júri condenou a 64 anos e 2 meses de prisão, em regime inicial fechado, Maicon Martins dos Santos Pires, 34 anos, acusado de matar a ex-companheira, Mirian Cristina Rondoura André, 42 anos, a tiros durante a festa de aniversário dela, em Penápolis. O julgamento foi realizado nesta terça-feira (16).

A condenação foi baseada na denúncia apresentada pelo promotor de Justiça Maurício Zuanaze e na atuação em plenário do promotor Matheus Antunes. O Conselho de Sentença reconheceu a prática de feminicídio qualificado por meio cruel e pelo uso de recurso que dificultou a defesa da vítima.

Além disso, foram considerados agravantes o fato de o crime ter sido cometido contra uma mãe de crianças e adolescentes, na presença das filhas da vítima e em descumprimento de medidas protetivas de urgência que haviam sido determinadas pela Justiça.

De acordo com os autos, o relacionamento entre o réu e a vítima havia terminado poucos dias antes do assassinato, após um episódio de violência doméstica. Na ocasião, a mulher obteve medidas protetivas para impedir qualquer aproximação do ex-companheiro.

Mesmo ciente das restrições judiciais, o acusado continuou tentando reatar o relacionamento, procurando a vítima diretamente e também por meio de familiares e conhecidos.

O crime ocorreu em 4 de julho de 2025. Segundo a investigação, o homem foi até o local onde acontecia a comemoração do aniversário da ex-companheira e efetuou diversos disparos de arma de fogo à curta distância. A mulher foi atingida em regiões vitais e caiu ferida diante de familiares e amigos que participavam da confraternização.

As duas filhas da vítima, então com 8 e 16 anos, presenciaram o ataque. Após os disparos, o acusado fugiu do local e chegou a apontar a arma para pessoas que tentaram impedi-lo. Apesar de ter sido socorrida e encaminhada rapidamente ao hospital, a vítima não resistiu aos ferimentos.

Ao fixar a pena, o juiz destacou a premeditação do crime, o histórico de violência praticado pelo condenado, o reiterado descumprimento das medidas protetivas e os graves impactos causados às filhas da vítima, que testemunharam o assassinato da mãe.

A sentença reforça o entendimento de que crimes de feminicídio cometidos em contexto de violência doméstica e descumprimento de ordens judiciais devem receber resposta rigorosa da Justiça.