Polícia Civil conclui investigação sobre ataque com rojões contra vereadora em Birigui
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Da Redação/Richard Silva
A Polícia Civil concluiu nesta quarta-feira (6) as investigações sobre o ataque sofrido pela vereadora Andreia do Nascimento Belmonte Vitorette, ocorrido na madrugada do dia 6 de fevereiro deste ano, em Birigui.
De acordo com o boletim de ocorrência, dois indivíduos em uma motocicleta vermelha passaram em frente à residência da parlamentar e arremessaram rojões contra o imóvel em dois momentos distintos, por volta das 1h50 e 2h10. A ação causou danos materiais, incluindo marcas de queimadura na fachada e avarias no vidro traseiro do veículo da vítima.
As investigações foram conduzidas pelo delegado titular do 1º DP, Ícaro Oliveira Borges, que determinou diligências imediatas para esclarecer a autoria, materialidade e circunstâncias dos crimes de dano e ameaça.
Durante a apuração, policiais militares que atenderam a ocorrência prestaram depoimento. Eles relataram que foram acionados por moradores devido ao barulho de explosões na região. Em patrulhamento, por volta das 2h, a equipe abordou dois suspeitos em uma motoneta Honda Biz vermelha. Na ocasião, nada de ilícito foi localizado, mas o avanço das investigações confirmou posteriormente o envolvimento da dupla.
Imagens de câmeras de segurança foram fundamentais para o esclarecimento do caso. As gravações mostram os suspeitos passando em frente à residência da vereadora e arremessando os artefatos explosivos. Também foi possível verificar que, após a segunda ação, os indivíduos passaram a ser acompanhados por uma viatura policial nas proximidades.
Segundo a Polícia Civil, o ataque teve motivação política e caráter revanchista. Um dos investigados é proprietário de um estabelecimento comercial que se tornou ponto de encontro de torcedores após a interdição de um local anterior. A medida teria ocorrido após denúncias feitas pela vereadora envolvendo poluição sonora e uso irregular de fogos de artifício.
Os dois suspeitos foram identificados e ouvidos. Um deles confessou ter conduzido a motocicleta e afirmou que a ação foi uma “decisão de última hora”, classificando o ato como uma “brincadeira”, motivada pela insatisfação com o fechamento do estabelecimento. Ele negou intenção de causar danos ou ameaçar a vítima.
O segundo envolvido admitiu ter arremessado os rojões nas duas ocasiões. Em depoimento, alegou que agiu por frustração comercial, também negando intenção de intimidar a parlamentar. Ele declarou arrependimento.
Com base nas provas reunidas, a Polícia Civil concluiu pela autoria e materialidade dos crimes. O inquérito foi finalizado e encaminhado ao Poder Judiciário, que deverá adotar as medidas cabíveis.




