MP denuncia 26 pessoas por organização criminosa e lavagem de dinheiro em Penápolis
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Da Redação/Richard Silva
A Polícia Civil concluiu as investigações da chamada “Operação Ostentatio”, deflagrada em Penápolis, e o Ministério Público denunciou 26 pessoas suspeitas de integrar uma organização criminosa especializada em fraudes eletrônicas e lavagem de dinheiro.
Segundo informações divulgadas nesta segunda-feira (11) pela Delegacia Seccional de Araçatuba, as investigações tiveram início em dezembro de 2024 após uma denúncia apontar a atuação de um grupo estruturado voltado à aplicação de golpes eletrônicos.
Durante a operação, realizada em 17 de março de 2025, policiais civis cumpriram mandados de busca e apreensão em diversos endereços ligados aos investigados. Foram apreendidos celulares, computadores, documentos e outros materiais considerados importantes para o avanço das investigações.
De acordo com a Polícia Civil, o grupo atuava de forma organizada, com divisão de tarefas entre os integrantes. A investigação apontou que os suspeitos utilizavam contas bancárias de terceiros, conhecidos como “laranjas” ou “penas”, além de empresas de fachada, boletos fraudulentos e plataformas digitais para movimentar e ocultar valores obtidos por meio dos golpes.
A análise pericial dos aparelhos apreendidos revelou centenas de conversas, comprovantes bancários, boletos falsos e dados pessoais de terceiros utilizados na prática criminosa.
Após representação do delegado Thales Eduardo Anhesini, a Justiça decretou, em 20 de março deste ano, a prisão preventiva de três dos principais investigados. No mesmo dia, um homem de 29 anos identificado pelas iniciais S.S.G. foi capturado e indiciado.
O inquérito policial foi concluído em 27 de abril, com o indiciamento de 23 investigados. Com base nas provas reunidas, o Ministério Público denunciou 26 pessoas pelos crimes de organização criminosa e lavagem de dinheiro.
A denúncia foi aceita integralmente pela 3ª Vara de Penápolis em 30 de abril deste ano. O Ministério Público também solicitou a manutenção das prisões preventivas já decretadas. Dois investigados seguem foragidos.
A Polícia Civil informou ainda que as investigações continuam para identificar outras pessoas e empresas possivelmente envolvidas no esquema, além de novas vítimas dos golpes praticados pelo grupo.




