Homem de 30 anos é investigado em Araçatuba por reter adolescente em motel
Foto: ilustrativa
Da Redação/Richard Silva
A Polícia Civil de Araçatuba (SP) vai investigar a conduta de um homem de 30 anos, após o registro de um boletim de ocorrência por suspeita de restrição de liberdade de uma adolescente de 17 anos.
Segundo o registro policial, o homem teria levado a jovem a um motel em Birigui contra a vontade dela, mantendo-a no local por quase uma hora sob o pretexto de “conversar”.
O caso foi registrado na noite desta segunda-feira (25) no plantão da Central de Polícia Judiciária (CPJ) de Araçatuba pela mãe da vítima, que tomou conhecimento do ocorrido após o compartilhamento de dados de localização do celular da filha.
Ainda conforme o registro, o homem era professor em uma instituição onde a adolescente e seu namorado, de 18 anos, haviam sido alunos. Ele mantinha uma relação de amizade com o jovem casal.
No final de abril, o namoro dos jovens passou por um breve término. Diante do abalo emocional da adolescente, o suspeito a convidou, no dia 5 de maio, para ir a uma lanchonete para conversar sobre a situação, afirmando que sua própria noiva estaria presente.
Contudo, o homem buscou a menor sozinho, alegando que a noiva tivera compromissos acadêmicos. Em vez de permanecer no destino inicial, o homem desviou a rota na Rodovia Senador Teotônio Vilela, realizando uma conversão brusca e ingressando em um motel.
Segundo o depoimento da mãe, a adolescente permaneceu sentada na escada do quarto, enquanto o investigado sentou-se na cama. Ele teria passado a fazer perguntas íntimas sobre o relacionamento dela com o namorado. A jovem afirmou ter pedido repetidas vezes para ir embora, mas o homem insistia em prolongar a conversa.
A jovem declarou que não houve agressão física ou relação sexual, mas a família suspeita que ela esteja omitindo detalhes por medo ou ameaça velada. A permanência da adolescente no local durou cerca de 47 minutos, fato comprovado por um histórico de localização por GPS mantido pelo namorado da vítima, com quem ela reatou o relacionamento posteriormente.
Ao ser confrontado por telefone pela mãe da menor, o homem confirmou que levou a jovem ao motel. Ele justificou o ato alegando que a rodovia de retorno estava interditada e que decidiu entrar no estabelecimento para tratar de “assuntos relacionados ao futuro” da adolescente, como cursos e ingresso na faculdade. A noiva do investigado confirmou à mãe da vítima que não sabia do encontro.
Diante do teor dos relatos, o Delegado de Polícia plantonista optou por não colher o depoimento imediato da adolescente para preservar seu estado de fragilidade emocional e evitar a revitimização.




