4 de junho de 2026



Operação “Pulo do Gato” investiga fraudes eletrônicas e lavagem de dinheiro em Araçatuba

Foto: divulgação

Da Redação/Richard Silva

A Polícia Civil deflagrou, na manhã de hoje (03), a Operação “Pulo do Gato”, destinada a desarticular núcleo criminoso voltado à prática de fraudes eletrônicas e lavagem de dinheiro. Foram cumpridos quatro mandados de prisão temporária. Entre os presos está um influenciador digital com mais de 100 mil seguidores e uma mulher.

De acordo com a Polícia Civil, as investigações iniciaram a partir de registro de ocorrência policial e foram aprofundadas através da quebra de sigilo bancário e telefônico deferidos pela justiça, que identificaram uma estrutura hierarquizada que utiliza perfil em rede social de grande alcance para aliciamento de titulares de contas.

A investigação constatou a pulverização de valores por transferências fracionadas entre diversas chaves PIX, o uso de contas de passagem e de estabelecimentos comerciais para ocultar e dissimular ativos. Entre os elementos reunidos, há extratos com movimentações incompatíveis com atividade lícita, registros em serviços de nuvem e publicações de ostentação associadas ao esquema.

Durante o cumprimento das ordens, foram apreendidos aparelhos celulares, computadores, mídias e documentos relacionados à dinâmica financeira investigada e dinheiro em espécie. O material segue para perícia, e as investigações prosseguem com novas diligências, visando à completa individualização de condutas e à identificação de eventuais beneficiários finais.

A Polícia Civil alerta a população de que aliciadores têm se valido de redes sociais para ostentar dinheiro e bens, induzindo seguidores a participar de práticas ilícitas; recomenda-se não ceder contas bancárias, não compartilhar chaves PIX e desconfiar de promessas de ganhos fáceis.

Sobre a denominação “Pulo do Gato”: o nome decorre da técnica utilizada pelos investigados para dificultar o rastreamento de valores. Após o recebimento de montantes oriundos de golpes eletrônicos, eram realizadas sucessivas transferências, em curto intervalo, entre diversas contas — prática conhecida internamente como “pulo” — para evitar bloqueios, ocultar a origem do dinheiro e integrá-lo ao patrimônio do grupo criminoso.

Durante o cumprimento do mandado de busca foi apreendida uma pistola 9 milímetros e munições, com um dos investigados, que foi preso em flagrante por posse irregular de arma de fogo.