3 de junho de 2026



Justiça torna réu professor de futebol suspeito de abusar de adolescentes em Araçatuba

Delegacia de Defesa da Mulher/foto: ilustrativa

Da Redação/Richard Silva

A Justiça tornou réu o treinador de futebol de 42 anos, preso por suspeita de abusar sexualmente de adolescentes, que faziam parte de uma escola de futebol, em Araçatuba. A decisão foi tomada com base na denúncia do Ministério Público.

De acordo com a Delegada da Delegacia de Defesa da Mulher, até o momento sete adolescentes teriam sido vítimas do acusado. Um dos inquéritos foi finalizado e enviado ao MP que ofereceu a denúncia.

A delegada solicitou a prisão temporária do professor, que foi deferida pela Justiça e o mandado de prisão cumprido no dia 14 de novembro do ano passado. O professor de futebol foi apresentado na DDM onde a captura foi registrada.

DENÚNCIA

A primeira denúncia contra o treinador de futebol ocorreu no início de novembro do ano passado. A mãe de um estudante de 12 anos procurou a Polícia Civil para denunciar o caso de abuso sexual contra o seu filho, praticado pelo técnico de futebol. O homem teria se aproveitado da confiança da família para cometer os crimes.

A mulher, que tem 52 anos, contou à polícia que seu filho sonhava em ser jogador de futebol e amigos indicaram o técnico para treinar o menino.

Como o garoto mora em um assentamento, distante do clube, o técnico se ofereceu para levar e trazer seu filho aos treinos. No entanto, se aproveitava para, durante o trajeto de ida e volta, e também nos treinos, para molestar a vítima.

O adolescente confessou à mãe que vem sendo molestado sexualmente há um ano, desde novembro de 2024, quando passou a frequentar os treinos no clube.

Segundo o boletim de ocorrência, o homem mandava o menino se deitar perto do seu genital e se tocava, como forma de assediar o garoto.

Em um episódio dentro do carro, segundo o boletim de ocorrência, o técnico parou o carro e mostrou vídeos de conteúdo sexual ao garoto, no celular.

Além disso, quando chegavam cedo ao clube, o homem mandava o menino ir ao banheiro e subir em um banquinho e, na sequência, tirava o short e a cueca do garoto.

Em outras ocasiões, conforme o relato à polícia, o homem tirava a roupa da vítima, colocava o seu pênis para fora das calças e fazia o menino tocar o seu órgão.

Na volta para casa, fazia as mesmas coisas, além de forçar o menino a beijar o seu rosto e a abraçá-lo, mesmo contra a sua vontade.

A vítima revelou que o agressor a ameaçava para que não contasse os fatos a ninguém.

A denúncia foi formalizada após a criança ter coragem de revelar os abusos à mãe. Depois da primeira denúncia, as famílias de outros seis adolescentes procuraram a polícia denunciando supostos abusos sexuais.