3 de junho de 2026



Mulher acusa conselheira tutelar por agressão e pede medida protetiva, em Birigui

Foto: ilustrativa

Da Redação/Richard Silva

Uma autônoma de 43 anos procurou a Delegacia de Defesa da Mulher de Birigui (SP), nesta sexta-feira (10), para registrar um boletim de ocorrência contra uma conselheira tutelar de 48 anos, relatando que foi agredida em uma residência localizada em um condomínio, no cruzamento da Rua Bahia com a Avenida Adolpho Hecht Júnior.

De acordo com o relato, a mulher de 43 anos manteve um relacionamento amoroso por aproximadamente três anos com um homem de 55 anos, sem saber que ele era casado. Na sexta-feira (3), a mulher se encontrou com o homem no imóvel onde costumavam se encontrar e, por volta das 9h30, a conselheira tutelar, acompanhada de uma amiga, teria batido insistentemente na porta exigindo entrar no imóvel.

Ao ser atendida, a conselheira teria invadido o local e, ao se deparar com a autônoma, teria iniciado uma série de agressões físicas, desferindo socos, chutes e joelhadas. Durante o ataque, a mulher ainda teria arrancado tufos de cabelo da vítima e causado um corte aparente em seu seio esquerdo com um objeto não identificado. Em seguida, teria retirado o salto de bico fino que usava e passou a pisotear as costas da mulher.

O homem de 55 anos tentou intervir, pedindo para que a mulher parasse, afirmando que a vítima não tinha culpa e estava no local a seu convite. A autônoma relatou que em meio as agressões, acreditou que não sairia viva da casa.

Ainda conforme o registro policial, a conselheira teria se apoderado de uma faca e uma garrafa, sendo contida pela amiga e pelo homem. Mesmo assim, continuou fazendo ameaças, inclusive contra os filhos da vítima, citando nomes e perfis em redes sociais e afirmando que “iria passar por cima” de uma das filhas da mulher com a motocicleta.

Após o episódio, a autônoma conta que passou a receber mensagens ameaçadoras, mesmo após bloquear os contatos da mulher. Diante do medo e da continuidade das ameaças, ela compareceu a delegacia acompanhada de um advogado e solicitou medidas protetivas de urgência para ela e os filhos.

A mulher apresentou prints de conversas e áudios à Polícia Civil, além de ter sido encaminhada para exame de corpo de delito. O caso foi registrado como lesão corporal, ameaça e injúria. Um inquérito será instaurado pelo delegado titular da DDM (Delegacia de Defesa da Mulher).