3 de junho de 2026



Morre o radialista Tony Simões, aos 68 anos

Foto: reprodução

Da Redação

Morreu no final da manhã desta terça-feira (28), aos 68 anos, o radialista Tony Simões, conhecido como “A Voz de Guararapes”. Ele estava internado na Santa Casa de Araçatuba, onde tratava um quadro de meningite. O falecimento foi confirmado pela família por meio das redes sociais.

Segundo o site do jornal Impacto, Antônio Luís Mazzuco Simões dedicou quase 50 anos à comunicação e marcou gerações de ouvintes da região. Filho do também radialista Antônio Apparecido Simões, fundador da Rádio Difusora Guararapes (RDG), Tony começou a trabalhar na emissora no início da década de 1970, ainda muito jovem. Por décadas, dividiu os microfones com o pai, que foi seu grande mestre e inspiração profissional.

Após o falecimento do patriarca, Tony assumiu a direção e promoveu uma série de modernizações na RDG. Sob sua liderança, a rádio mudou de endereço — saindo do prédio da praça Nossa Senhora da Conceição, pertencente à Associação Comercial e Empresarial (Aceg) — e passou a funcionar na avenida Marechal Floriano. Foi também sob sua gestão que a emissora migrou do AM para o FM, marcando uma nova era na radiodifusão local.

Durante meio século de carreira, Tony Simões levou informação, esporte e entretenimento a milhares de ouvintes. Carismático e comprometido, era conhecido pelo jeito simples e pela voz firme que dominava o horário do almoço, durante a transmissão do Jornal da RDG — programa em que cobrava autoridades, divulgava ações comunitárias e abria espaço para a população.

Além de sua atuação no jornalismo, Tony foi o locutor oficial do Guararapes Esporte Clube (GEC), narrando partidas inesquecíveis com emoção e profissionalismo. Também participou de causas filantrópicas e ajudou a promover eventos beneficentes, consolidando uma relação de afeto com a cidade.

Nos anos 1980, Tony viveu um breve período em São José do Rio Preto, onde atuou como locutor-padrão da afiliada da Rede Globo.

Com sua partida, Guararapes perde não apenas um comunicador histórico, mas uma das vozes mais marcantes de sua identidade cultural. Tony deixa duas filhas e netos, além de um legado que permanecerá na memória de quem o ouviu pelas ondas do rádio.