3 de junho de 2026



Clientes acusam donos de imobiliária por agressão e homofobia em Araçatuba

Vítimas teriam sido agredidas pelos proprietários da imobiliária/foto: cedida pelas vítimas

Da Redação/Richard Silva

Dois clientes acusam os proprietários de uma imobiliária por agressão e homofobia, que teria ocorrido na quinta-feira (02), na imobiliária, que fica rua Santo Antônio Maria Claret, no bairro Jardim Brasil, em Araçatuba.

Consta no boletim de ocorrência, que as vítimas dois homens de 25 e 29 anos, que formam um casal, contrataram a Imobiliária com o objetivo de alugar uma casa localizada na rua Dona Ida. Após visita e negociações, concordaram com o pagamento do aluguel de R$ 900,00 e do seguro fiança no valor de R$ 1.400,00, parcelado em 12 vezes no cartão de crédito.

Antes mesmo da assinatura do contrato, a gerente da imobiliária informou que o proprietário não havia concordado com o acordo – redigido pela própria imobiliária – e optaram pelo cancelamento. Questionado sobre o estorno do valor de R$ 1.400,00, o casal foi orientado a aguardar 48 horas, prazo vencido em 27 de setembro.

Na quinta-feira (02), um dos homens ligou para a imobiliária para questionar a demora no estorno e foi atendido pela esposa do proprietário. Durante a conversa, ela teria afirmado que eles não tinham mais nada a ver com a situação, pois a responsabilidade era da financeira Cred Pag.

Em seguida, os homens foram pessoalmente até a imobiliária, onde foram atendidos pelo proprietário. Após pedirem para entrar e resolver a situação, houve uma discussão. A mulher teria desferido um tapa que acertou uma das vítimas no braço. Em seguida, os proprietários da imobiliária empurraram as vítimas contra uma árvore com espinhos, causando ferimentos na perna de um deles.

As vítimas acusam a mulher de ter proferido injúria homofóbica, chamando-os de “viadinhos”. Ela teria tomado o capacete de um deles e atingido um deles na cabeça e, depois, na perna, provocando lesões. O dono da imobiliária por sua vez, os ameaçou dizendo que “iriam ver o que iria acontecer com eles ainda hoje”, além de reforçar injúrias homofóbicas e declarar que tinha o dinheiro, mas não devolveria por conta do transtorno causado.

Durante a confecção da ocorrência, as vítimas receberam mensagens e ligações de um número com prefixo 013 no WhatsApp. A pessoa, que se identificou como parente do proprietário da imobiliária teria os ameaçado dizendo que, “se eles aparecessem lá, iria cortá-los no meio”.

A ocorrência foi registrada como apropriação indébita; dano; injúria homofóbica análoga à racial; lesão corporal e ameaça. Foi expedido exame de corpo de delito (IML) às vítimas.