3 de junho de 2026



Ex-prefeito Leandro Maffeis rebate declarações da prefeita Samanta Borini

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Foto: reprodução

Da Redação/Richard Silva

O ex-prefeito de Birigui, Leandro Maffeis, rebateu na noite de hoje (06) as declarações da prefeita Samanta Borini, durante coletiva de imprensa nesta segunda-feira (06). O ex-prefeito disse em nota que recebeu com espanto as declarações da prefeita, sobre a situação financeira do município.

Em nota enviada ao Araçatuba em Foco, o prefeito minimiza a situação exposta por Samanta. Confira a nota na íntegra:

Recebo com elevado espanto as declarações da Prefeita Samanta Borini e de sua equipe recém empossada, proferidas na coletiva de imprensa deste dia 06/01/24.

Muitos dados e informações foram apresentados fora de contexto e distantes até mesmo das previsões mais pessimistas do Tribunal de Contas do Estado de São Paulo, que estimavam cerca de 64 milhões de déficit.

Alguns fatores são importantes e não foram mensurados na entrevista. Primeiro, os dados não estão consolidados, pois o balanço de dezembro ainda não foi finalizado.

Nessa linha, não foram apresentados dados e planilhas para fundamentar as alegações, sendo importante para todos a explicação técnica da forma como o valor foi alcançado. Pois apenas a declaração de uma quantia é insuficiente para demonstrar o estado de coisas, pairando apenas no campo da especulação.

Por fim, e não menos importante, faz se necessário verificar a situação financeira encontrada quando a gestão anterior assumiu o município, pois, o que pode parecer um agravante, no final das contas pode ser um cenário inevitável, ou mesmo adequado, dadas as circunstâncias.

Por isso, ao agente público, sobretudo do Poder Executivo, é imperioso trazer dados e informações acompanhadas da fundamentação, pois os impactos de um discurso oficial são mais elevados do que aqueles vindos de conversas informais.

Registro, por fim, que amanhã mesmo estou solicitando todos os documentos que levaram o governo Samanta Borini à se manifestar nos termos da entrevista. Afinal, por mais criticado que seja, sou cidadão biriguiense.

DECLARAÇÕES

A prefeita de Birigui, Samanta Borini, convocou nesta segunda-feira (06), a imprensa para apresentar um panorama da situação financeira e administrativa herdada do ex-prefeito Leandro Maffeis, especialmente na saúde, finanças e gestão de recursos. Participaram da coletiva o secretário de saúde Roque Bonfim, além do vice-prefeito Marcelo Parizati.

Saúde

Segundo Samanta, 17 veículos da Secretaria de Saúde estão quebrados, deixando pacientes sem transporte para atendimentos em outras cidades desde 12 de dezembro de 2024. Para solucionar o problema, um decreto autorizou o uso de veículos de outras secretarias, garantindo que os 52 pacientes diários que dependem desses serviços não fiquem desassistidos.

“Desde que assumimos, conseguimos reorganizar o transporte, mas teremos que continuar usando veículos de outras áreas por pelo menos 90 dias enquanto realizamos os reparos necessários. Se não conseguirmos consertar todos os veículos nesse período, o prazo será estendido”, afirmou a prefeita.

Sobre a Santa Casa, Samanta destacou a gravidade da crise: uma dívida de R$ 55 milhões, incluindo fornecedores e questões trabalhistas, foi identificada. Leitos estavam fechados, mesmo com pacientes precisando de internação. Sob intervenção municipal, o novo interventor, Fernando Gonçalves Silva, reabriu os espaços e reforçou o atendimento do SUS, que representa 80% dos serviços prestados pela instituição.

Crise financeira generalizada

A prefeita também detalhou os desafios financeiros enfrentados pela cidade. Segundo ela, a dívida total de Birigui ultrapassa R$ 180 milhões, dividida entre folha de pagamento (R$ 12 milhões), fornecedores (R$ 100 milhões) e passivos de longo prazo (R$ 80 milhões).

Além disso, houve um frustrante repasse de ICMS: a expectativa era de R$ 1,5 milhão, mas apenas R$ 150 mil foram recebidos.

Para enfrentar a crise, a Secretaria de Finanças escalonará o pagamento dos funcionários públicos, priorizando os salários mais baixos a partir de 8 de janeiro. Uma comissão será formada para avaliar o passivo financeiro e propor medidas de contingenciamento.

“Estamos sendo transparentes e tomando medidas emergenciais para adequar o fluxo financeiro, sempre com o objetivo de minimizar o impacto na vida dos servidores e da população. A situação é crítica, não temos dinheiro para pagar os pagamentos dos funcionários”, afirmou Samanta.

Impactos das exonerações

Ainda de acordo com Samanta, no final da gestão Maffeis, uma série de exonerações de cargos comissionados foram realizadas. Todos os exonerados receberam seus acertos e pagamentos, deixando os cofres municipais sem recursos para pagar os servidores concursados, que seguem sem previsão para receberem seus salários.

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