25 de junho de 2026



Mulher condenada por maus-tratos a cadela é capturada em Alto Alegre

Foto: divulgação PM Ambiental

Da Redação/Richard Silva

Uma mulher de 56 anos foi capturada nesta quinta-feira (25), em Alto Alegre, durante uma ação do Grupo Especial de Policiamento Ambiental em Áreas de Risco (GEPAAR), da Polícia Militar Ambiental. Ela era procurada pela Justiça para cumprimento de pena de dois anos de reclusão relacionada ao crime de maus-tratos contra animais.

De acordo com a corporação, a condenação está ligada a um caso ocorrido em maio de 2023, quando a Polícia Militar Ambiental, a Polícia Civil e a Vigilância Sanitária receberam denúncias e tiveram acesso a um vídeo que mostrava a mulher agredindo uma cadela com uma mangueira de jardim.

Durante a fiscalização realizada na época, os agentes encontraram a cadela, chamada “Mamãe”, com sinais de maus-tratos, incluindo focinho inchado, cicatrizes pelo corpo, infestação de carrapatos e vivendo em um ambiente com condições inadequadas de higiene. Segundo o registro da ocorrência, a tutora admitiu as agressões e afirmou que castigava a cadela porque o animal costumava pegar roupas do varal.

Na ocasião, os objetos utilizados nas agressões foram apreendidos, a mulher foi autuada com multa administrativa de R$ 3 mil e a cadela foi resgatada e encaminhada para uma entidade de proteção animal em Penápolis, onde recebeu tratamento e cuidados.

Após tomar conhecimento da existência do mandado de prisão expedido pela Justiça, policiais ambientais realizaram diligências e localizaram a procurada na casa de uma vizinha. Ela se apresentou à equipe e confirmou que respondia ao processo por crime ambiental, embora tenha afirmado desconhecer a ordem de prisão.

A consulta realizada junto ao Centro de Operações da Polícia Militar (Copom) confirmou o mandado pendente de cumprimento. Diante da situação, os policiais deram voz de prisão à condenada.

A mulher foi encaminhada ao Pronto-Socorro de Alto Alegre para exame de corpo de delito e, posteriormente, apresentada na Delegacia de Polícia da cidade, onde a autoridade policial ratificou a prisão e registrou a ocorrência de captura de procurado.

Segundo a Polícia Militar Ambiental, não houve necessidade do uso de algemas, uma vez que a presa colaborou com a equipe durante toda a abordagem. A pena restante a ser cumprida é de dois anos.