Mulher é presa após tentar atear fogo em GCM em Birigui
Foto: divulgação
Da Redação/Richard Silva
Uma mulher de 32 anos foi presa em flagrante nesta quarta-feira (28), após tentar atear fogo em um Guarda Civil Municipal, de 53 anos, nas dependências do Centro Pop de Birigui.
A mulher foi detida por guardas municipais após tentar atear fogo em um agente da corporação durante o exercício de suas funções.
Ao chegarem no local, os agentes da GCM encontraram a mulher e um homem de 64 anos, já contidos por populares e pela própria vítima, que estava com as roupas completamente encharcadas de combustível.
Em depoimento, o GCM relatou que realizava atendimento de rotina no Centro Pop quando foi surpreendido pela mulher, que arremessou contra seu corpo um galão contendo etanol. Em seguida, ela teria tentado acionar um isqueiro, gritando “eu vim para te matar”. A ação só não foi consumada devido à rápida reação do guarda, que conseguiu se afastar e sacar sua arma para conter a agressão.
Uma assistente social da unidade, testemunha do fato, confirmou a versão apresentada pela vítima, relatando o arremesso do líquido inflamável e a tentativa de ignição com o isqueiro.
Durante interrogatório, a mulher confessou o crime, alegando que agiu por vingança em razão de supostos maus-tratos e ofensas que teria sofrido em atendimentos anteriores. Segundo a polícia, ela afirmou de forma categórica que sua intenção era atear fogo no servidor público e que não demonstrou arrependimento.
O homem que a acompanhava declarou que teria sido enganado pela mulher, afirmando que comprou o combustível e deu carona sem saber do plano criminoso. Ele disse que acreditava estar indo ao local sob outra justificativa. Diante da ausência de indícios de dolo, ele foi ouvido apenas como testemunha e liberado.
Na revista pessoal, os guardas apreenderam um isqueiro e o galão utilizado na ação, objetos que foram encaminhados para apreensão.
O delegado de polícia ratificou a prisão em flagrante da mulher, enquadrando a conduta como homicídio qualificado pelo motivo fútil na forma tentada. A autoridade policial também representou pela conversão da prisão em flagrante em prisão preventiva, destacando a gravidade concreta do crime, a periculosidade da indiciada e o risco à ordem pública.
A representação ainda levou em conta o fato de a mulher estar em situação de rua, sem endereço fixo ou vínculos que garantam sua localização, o que poderia comprometer a aplicação da lei penal e a instrução criminal. O pedido foi encaminhado à Vara Regional de Garantias da 2ª Região Administrativa Judiciária de Araçatuba, e a presa deverá passar por audiência de custódia nesta quinta-feira (29).




